Foi-se o tempo em que ler romances era um ofício absolutamente aristocrático e que sua riqueza era medida pelo tamanho da estante. Mesmo com o barateamento dos livros e com todas as modernidades, a leitura anda se afastando do cotidiano das garotas.

Jovens e adolescente, talvez pela massa dos filmes “enlatados” de Hollywood, não conseguem mais treinar os olhos para compreender e aguentar horas e horas de leitura. Por mais interessante que possa ser o enredo, se houver algo semelhante nas telas do cinema, a adolescente simplesmente joga o livro de lado e prefere consumir aquela história em poucas horas, ao invés de dias e semanas.

Isso é prejudicial. Quer dizer, são um ótimo entretenimento os filmes, contudo jamais poderão substituir a leitura. Através dela você aprimora seu vocabulário, adapta-se para exercícios mentais longos e degusta de cada cena na sua mente de forma única.

Quem não tem o hábito de ler, não sabe o que é entrar horas na madrugada sempre pensando “só mais esse capítulo”, e quando vê que não há mais condições de manter os olhos abertos, sonha com a sua possível continuação como se estivesse dentro da história. Não sabe o que é chorar ao se identificar com algo que descreve tão bem o que está passando que te dá a sensação de que o autor te conhece mais intimamente que qualquer outra pessoa.

Talvez isso aconteça por causa da falta incentivo tantos dos pais, quanto amigos e até mesmo do colégio. Afinal, encarar aqueles livros antigos naquela linguagem quase ilegível é capaz de destruir qualquer boa leitor em formação.

É exatamente para isso que estou aqui, para incentivar. Trarei resenhas, apresentarei autores e também alguns trechos que possam despertar interesse. Tudo isso concomitantemente aos assuntos mais “mulherzinha”, ou no caso, de “meninisses”.

Por fim, um trecho de meu livro preferido que descreve bem o que quis dizer:

“Poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que abre caminho ao seu coração. As primeiras imagens, o eco dessas palavras que pensamos ter deixado para trás, nos acompanham por toda a vida e esculpem um palácio em nossa memória ao qual mais cedo ou mais tarde – não importa os livros que leiamos, os mundos que descubramos, o quanto aprendemos ou nos esquecemos – iremos retornar.”

A Sombra do Vento – Carlos Ruiz Zafón

 

Por @jadeafranco

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