São milhares os casos de relacionamento virtual. A sensação principal que leva a esse sentimento de paixão é o desejo da aceitação. Ama-se aqueles que nos aceitam e nos tratam bem. Ama-se a sensação de ser bem tratado. Não importa a idade, a aparência física, os defeitos ou dificuldades que o outro tenha na vida cotidiana: só o que importa são os momentos de prazer quando se está em contato, seja através de mensagens, emails… E essas paixões, por existirem apenas no mundo virtual, se tornam às vezes ainda mais fortes que nas relações reais, uma vez que só se vê no outro e só se mostra o que se quer.
Psicólogos dizem que a paixão virtual é um estado alterado de consciência, em que a pessoa concentra suas energias numa fantasia. Apaixona-se pelo sentimento, pela felicidade, pelo sonho, muito mais do que pela pessoa real. Principalmente nesses casos de paixão virtual, as pessoas apaixonam-se mais por si mesmas, pela sua capacidade de seduzir e se envolver, do que pelo outro.
Os encontros virtuais são muitas vezes tão intensos, podem ser tão ricos, que depois de alguns dias de contato entra-se geralmente numa intimidade que a maioria das pessoas não se permite nos contatos pessoais.
Virtualmente, não existem pessoas feias. Basta ser simpático, que nossa imaginação já transforma o outro em bonito, agradável, sensual. A sensualidade está nas palavras, não nas atitudes reais. É por essa imagem que acontece a paixão. Apaixona-se pelo que o outro “aparenta ser”, não pelo que é. E, através da comunicação virtual, é muito mais fácil preservar o ego, mostrar apenas o que se decide mostrar. Apenas o convívio desmascara. E aí, quando as máscaras caem, é que se conhece a verdadeira pessoa e podem acontecer as desilusões.
O fato de as pessoas não se exporem visualmente facilita ainda mais a abertura das emoções. Ao contrário dos encontros pessoais, em que a espontaneidade conta muito, nas mensagens via Internet a pessoa pode repensar suas palavras, usar citações de poesias ou elaborar o texto para surtir maior efeito. A máscara, inevitavelmente, se forma. Nas relações virtuais primeiro se tem contato com o intelectual, depois com o emocional e afetivo… e só depois, às vezes, com o físico.
Eu particularmente me apaixono por palavras, atenção, gentilezas, mas principalmente pelo toque, pela voz, poder olhar no olho, sentir a pessoa. Mas não considero impossível se deixar levar e se apaixonar verdadeiramente.
Pra quem nunca experimentou a sensação posso dizer que é muito bom, ler uma mensagem escrita de coração e sentir o frio na barriga quando aquela pessoa em especial conecta-se do outro lado.
Acredito em todos os tipos de comunicações como meio de propagar o amor, os sentimentos, as sensações, sejam cartas, telefonemas ou mesmo a internet.
Vale lembrar a importância dos cuidados que se deve ter nessas questões virtuais, principalmente quando se decide marcar um encontro pessoal. Atentem-se sempre a isso. Conheçam o chão onde pisam.
E vocês, acham possível ter uma paixão por alguém que não se conhece pessoalmente. Acreditam em “Amor Virtual”? Contem TUDO!!
Responda ;)